| Não é preciso ser um fotógrafo
profissional para conseguir o tipo de foto capaz de causar
admiração nas pessoas. Descubra uma técnica
fotográfica avançada que abrirá um
novo e interessante mundo de opções criativas:
fotografia macro (close-ups extremos).
Muitas câmeras digitais podem ficar bem perto (2
a 3 cm) do objeto fotografado; portanto, você nem
precisa de uma lente macro para obter close-ups.
Na fotografia macro, objetos familiares tornam-se incomuns
e abstratos... e objetos incomuns tornam-se ainda
mais fascinantes. Ao capturar borboletas, flores ou ondulações
na piscina, a fotografia macro revela detalhes que os
olhos tendem a ignorar.
Você precisa apenas de uma câmera digital,
curiosidade sobre o mundo ao seu redor e espírito
aventureiro. Algumas dicas profissionais não farão
mal e, por isso, solicitamos a ajuda de um profissional
especializado em fotografia digital da natureza.
Você está no
controle
Antes de passar à diversão, é preciso
compreender fundamentos sobre ajustes de abertura e velocidade
do obturador: Estes são os dois controles da câmera
que proporcionam a oportunidade de ser mais criativo.
Sim, é verdade que muitas câmeras digitais
são automáticas e não permitem controle
completo desses ajustes. Porém, até essas
câmeras oferecem algum nível de controle
(por meio de ajustes programados da foto etc.). Mesmo
com uma câmera totalmente automática, você
pode aproveitar as vantagens dos efeitos desses controles
nas imagens.
Controles de abertura e obturador
Ao tirar uma foto, você expõe o filme à
luz. Os dois componentes que funcionam em conjunto para
controlar a exposição são a abertura
e o obturador.
A abertura é o tamanho a ser aberto para permitir
a entrada da luz. Os números de controle da abertura
são chamados f-stops (f16, f11, f8 etc.). À
medida que os números aumentam, é permitida
uma quantidade de luz correspondente ao dobro do número
anterior. Quanto maior o número da f-stop, menor
será a abertura. Uma abertura muito pequena coloca
em foco tudo o que está no primeiro plano e no
plano de fundo. Uma abertura grande torna nítido
apenas o objeto que você focalizar.
A velocidade do obturador é o tempo em que o obturador
permanece aberto; ela controla por quanto tempo a luz
deverá atingir o filme. A velocidade do obturador
é medida em frações de segundo: 125
representa 1/125 de segundo. Em dias ensolarados, pode-se
usar uma velocidade do obturador de 1/125 de segundo.
Em dias nublados, é possível usar 1/60 de
segundo (com a mesma abertura), expondo o filme por um
período maior.
O obturador e a abertura funcionam em conjunto. Mais
luz (abertura maior) significa velocidade do obturador
mais rápida; maior profundidade de campo (abertura
menor) significa velocidade do obturador mais lenta.
Profundidade de campo
Você notará que pouquíssimas fotos em
close-up são totalmente nítidas
do primeiro plano ao plano de fundo; a profundidade de campo
tende a ser pequena. A profundidade de campo é uma
medida referente à zona nítida que está
no foco em uma imagem. Quando a câmera está
realmente perto, a profundidade de campo pode ser muito
reduzida, tornando um grande desafio colocar o objeto no
foco.
Você pode aumentar a profundidade de campo em close-ups,
usando abertura menor (f-stop mais alta) ou aumentando
a iluminação do objeto para regular a abertura.
Ou poderia ser utilizada uma pequena profundidade de campo
para fazer com que um objeto pequeno se destaque com nitidez
em contraste com um fundo nebuloso.
Fotografia macro: conselho
de um profissional
Ruth Happel Smiley fotografa e registra
a Natureza há 25 anos. Várias de suas fotografias
já foram publicadas em calendários e revistas
de Audubon, revista National Wildlife
e muitas outras revistas e livros. Aqui estão cinco
dicas de Ruth para obter fotos mais
íntimas e pessoais no mundo da natureza:
- Posição da câmera: Para lidar
com pouca profundidade de campo, é muito importante
posicionar a câmera paralela ao plano a ser focalizado.
Ao fotografar um inseto apoiado em um ângulo sobre
uma folha na grama, alinhe a câmera ao corpo do
inseto, evitando que apenas uma parte do corpo fique
no foco. Se não conseguir colocar no foco o objeto
inteiro, escolha o que deseja que fique no centro e
verifique se ele está paralelo à parte
traseira da câmera.
- Congele o flash: Meu procedimento
simples de apontar e disparar pouco oferece em termos
de ajustes manuais, mas ele fecha mais a abertura quando
o flash é utilizado e isso proporciona melhor
profundidade de campo para trabalhar. O flash também
ajuda a parar qualquer movimento.
- Compensação da exposição:
Para assegurar que pelo menos uma das fotos tenha exposição
adequada, ajuste o VE (valor da exposição)
da câmera, geralmente de -2 ou 3 para +2 ou 3.
O perigo ao usar +VE
e câmeras digitais é a tendência
a um efeito "florescente": áreas com
superexposição excessiva se estendem em
pixels adjacentes. Isso até pode causar uma desagradável
linha branca de um lado a outro da imagem, principalmente
em fotos tiradas em certos ângulos ao sol. Porém,
geralmente tento usar uma faixa de vaIores VE,
principalmente quando parece que os ajustes padrão
não capturam a foto.
- Rápido ou lento: Para congelar a ação,
você precisa bater as fotos com uma velocidade
do obturador muito rápida: 1/500 de segundo ou
superior. Para mostrar algo em movimento, como flores
balançando ao vento, tire as fotos usando uma
velocidade baixa como 1/15 ou inferior (e com a câmera
montada em um tripé, é claro).
- Profundidade de campo para alterar a composição:
É possível ter um foco bem estreito em
um único objeto, como uma flor, e deixar fora
de foco o que está no fundo e ao redor. Ou você
pode tentar colocar no foco vários objetos ao
mesmo tempo, como uma aranha capturando uma mosca em
sua teia. A seguir, você pode querer foco mais
nítido na aranha, mas verifique se a mosca está
razoavelmente nítida no primeiro plano ou no
fundo.
Iluminação
e exposição
O desafio na iluminação de close-ups
é haver luz suficiente para que você e sua
câmera possam definir o foco e, ao mesmo tempo,
distribuir a luz igualmente para evitar sombras. Com flashes,
você obtém boa profundidade de campo e os
estouros de luz extremamente curtos a uma pequena distância
evitam distorções em movimentos da câmera
ou do objeto. Porém, às vezes, o flash
altera a cor da foto ou causa uma superexposição
por estar muito próximo ao objeto. Nesses casos,
o melhor é fornecer outra fonte de luz.
Seja criativo. Use espelhos ou papelão revestido
com alumínio como refratores ou instale uma tenda
de iluminação em miniatura, de fabricação
caseira, para obter iluminação difusa. No
caso de interiores, experimente lâmpadas de diferentes
luminárias. Por estar usando uma câmera digital,
você tem a liberdade de experimentar, examinar os
resultados e depois tentar algo completamente diferente.
Liberdade para experimentar
Quando se trata de fotos em close-up,
os proprietários de câmeras digitais têm
uma enorme vantagem. É possível examinar
os resultados e fazer ajustes à medida que o trabalho
avança. Quanto mais coisas novas você experimentar,
melhores serão os resultados. Em pouco tempo, você
começará a saber intuitivamente como encontrar
a exposição perfeita e a iluminação
adequada com precisão. Ganhe um pouco de prática
em exteriores: leia Fotografia
do quintal para aprender mais.
A fotografia macro é apenas o começo. Seus
novos conhecimentos sobre exposição e velocidade
do obturador podem levá-lo muito além. Compre
um livro sobre fotos à noite e capture as luzes
da cidade ou as estrelas no céu. Ou experimente
fotos com movimentos distorcidos e congelados. Acima de
tudo, seja ousado e conseguirá fotos surpreendentes.
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